domingo, 6 de setembro de 2015

Nada sabem os que conduzem em procissão


SEGUNDA-FEIRA, 19 DE AGOSTO DE 2013


Nada sabem os que conduzem em procissão Isaías 45.20


Almeida Revista e Corrigida 

Isaías

45.20
   Congregai-vos e vinde; chegai-vos juntos, vós que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.








Resposta : não criticamos; mostramos o que a Bíblia diz que é mentira.

Isaias   44.20   Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não há uma mentira na minha mão direita?




Resposta:

Jeremias  2.27   Passarão vergonha todos aqueles que dizem a um pedaço de madeira: “Você é o meu pai”, e a uma pedra: “Você é a minha mãe”. Isso vai acontecer porque vocês me viraram as costas, em vez de virarem o rosto para o meu lado. No entanto, quando estão em dificuldades, vocês vêm me pedir que os salve.

 Almeida Revista e Atualizada 

Êxodo

20.4   Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.


20.5   Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem
Nova Tradução na Linguagem de Hoje 

Êxodo

20.4   — Não faça imagens de nenhuma coisa que há lá em cima no céu, ou aqui embaixo na terra, ou nas águas debaixo da terra.

20.5   Não se ajoelhe diante de ídolos, nem os adore, pois eu, o SENHOR, sou o seu Deus e não tolero outros deuses. Eu castigo aqueles que me odeiam, até os seus bisnetos e trinetos.







Provérbios

22.6   Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.


Provérbios

22.6   Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.






BÍBLIA

Velho TestamentoNovo Testamento                                                                                                     Gênesis
Êxodo
Levítico
Números


http://abibliaa.blogspot.com.br/2013/08/nada-sabem-os-que-conduzem-em-procissao.html



Jeremias 11:13 Os teus deuses são muitos e variados, tão ...

bibliaportugues.com/jeremiah/11-13.htm
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Pois, segundo o número das tuas cidadessão os teus deuses, ó Judá; e, ... dos nossos antepassados: as ovelhas, os bois, os seus filhos e as suas filhas.


Jeremias 2, Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH ...

https://www.bible.com/bible/211/jer.2.ntlh
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“Que defeito os seus antepassados acharam em mim ... A acusação de Deus contra o seu povo .... Judá, os seus deuses são tantos quantas as suas cidades.

















quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O Que a Bíblia Diz? Quem é "Lúcifer"?



O Que a Bíblia Diz?

Quem é "Lúcifer"?

O nome Lúcifer é freqüentemente aplicado a Satanás, mas não há base bíblica para esta ideia  A palavra "Lúcifer" é a tradução em algumas Bíblias (ainda que não nas versões portuguesas mais comuns) da palavra hebraica hêlîl em Isaías 14:12. Versões bem conhecidas como a Revista e Corrigida, a Revista e Atualizada (1 e 2) e a Linguagem de Hoje traduzem esta palavra como "estrela da manhã."

veja em WikipediaLÚCIFER

A palavra “lúcifer” é uma palavra do Latim (idioma antigo) e significa "portador da luz("lux" ou "lucis "+ "ferre")". Quem traduziu a Bíblia para o Latim foi “Eusébio Sofrônio Jerônimo” e essa tradução é conhecida como "VULGATA LATINA"; na Bíblia em Latim, o substantivo "lúcifer" aparece seis vezes, a saber:
1 - A palavra "lúcifer" aparece em Jó 11:17, referindo-se ao amanhecer.
2- A palavra "lúcifer" aparece em Jó 38:32, referindo-se à estrelas.
3 - A palavra "lúcifer" aparece em Salmos 110:3 (Na Nova Vulgata Apenas), referindo-se ao amanhecer.
4 - A palavra "lúcifer" aparece em 2 Pedro 1:19, referindo-se, por incrível que pareça, a Jesus!
5 - A palavra “lúcifer” aparece em Isaías 14:12, referindo-se ao rei da Babilônia (compare Is 14:12 com Is 14:4-6)

6 - A palavra Lúcifer aparece em Apocalipse 2:28

Isaías 14 é uma profecia sobre a queda do rei de Babilônia (veja 14:4). Este rei exaltava-se, buscando tomar a glória que pertence a Deus. A profecia de Isaías 14 mostra que ele seria derrubado de volta à terra.

É interessante que o Novo Testamento fale sobre a "estrela da alva" (2 Pedro 1:19) e a "estrela da manhã" (Apocalipse 2:28; 22:16). Em todas estas passagens, é claro que a estrela da manhã não é Satanás, ou qualquer outra criatura blasfema. O próprio Jesus é a brilhante estrela da manhã que abençoa seus servos fiéis.

Então, por que o nome "Lúcifer" é freqüentemente aplicado a Satanás? O uso partiu de uma interpretação errada de Isaías 14:12. Muitos comentaristas inseriram algo maior neste texto, vendo-o como uma explicação da origem de Satanás. Certamente há razão para acreditar que o Diabo foi um dos anjos (Jó 1:6), que ele tem estado em rebelião contra Deus desde antes da criação da Terra (1 João 3:8; veja Gênesis 3), e que vários anjos seguiram sua desobediência e serão castigados eternamente (Judas 6). O que o rei de Babilônia fez foi o mesmo tipo de pecado: desafiar a autoridade do Rei dos reis. Neste sentido, podemos pensar em "Lúcifer" como um filho ou discípulo de Satanás (veja João 8:44), mas a profecia de Isaías 14:12 não está falando especificamente do Diabo.

Esta é uma lição permanente para nós de Isaías 14. O rei de Babilônia serve como um lembrete claro da verdade das palavras de Jesus em Lucas 14:11: "... todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado." Que possamos andar humildemente com nosso Deus.





SATANÁS NUNCA FOI LÚCIFER: A VERDADE SOBRE A ORIGEM DO MAL


PRIMEIRAS PALAVRAS

O Mal é algo que só se caracteriza graças, primeiramente, a existência do Bem. Porém, ao caracterizar-se, o Mal acaba por caracterizar o Bem, ou seja, caracteriza que o Bem é Bom. O Bem e o Mal são forças que se anulariam caso existisse apenas uma. Por exemplo, a saúde é algo bom, mas só para quem conhece a doença, que é algo mau. Ora quando temos saúde não damos importância ao tipo de bebida ou comida que consumimos. O importante é que sejam agradáveis ao nosso paladar. No entanto, quando adoecemos é que percebemos que a saúde é algo bom, ou seja, por intermédio do mal descobri que o bem é bom. 

Essa relação é diretamente proporcional, ou seja, quanto maior for o mal, mais certeza teremos de que o bem é bom. No exemplo em questão, quanto maior for a enfermidade mais certeza terá o enfermo de que a saúde é algo bom. Logo, o mal da doença caracteriza a benignidade da saúde. Mas, não existe doença sem que haja primeiramente a saúde. Portanto, o mal caracteriza o bem, mas sua existência depende da prévia existência do bem.



Muitos, ou todos, condenam Adão e Eva por terem comido o fruto da árvore do conhecimento entre o Bem e o Mal. Para nós é muito fácil dizer que o que eles fizeram não foi correto, mas só sabemos disso porque somos conhecedores do pecado. Certamente que Adão e Eva não sabiam que a vida eterna era algo bom, até conhecerem a morte. Depois disso, passaram a dar valor ao fruto de uma árvore que sempre esteve à disposição deles, mas lhes parecia tão normal quanto às outras, por isso não lhe dava importância: A Árvore da Vida. Mas, agora não eram mais dignos de chegarem a ela. Por isso Deus colocou querubins para guardarem-na:

"Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim não estenda a mão, e tome também a árvore da vida, e coma, e viva eternamente.
O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora do jardim do éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado.E, Expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do éden (...) para guardar o caminho da árvore da vida" ( Gn 3:22-24 ) 

Portanto, a Vida Eterna só se caracterizou como algo bom graças ao conhecimento sobre a Morte que, naquele momento, caracterizava-se como má.

Uma questão pode ser levantada nesta situação: "Qual motivo da existência da árvore do conhecimento, sobre o bem e o mal, no paraíso, se ela viria a trazer tantos malefícios?"

Acredito, e agora se trata de uma reflexão meramente individual, portanto passível de discussão, que a existência da árvore do conhecimento tem o objetivo de caracterizar a benignidade de Deus, ou seja, primeiro existiu o Bem, mas foi necessária a introdução do Mal para que o Bem pudesse ser caracterizado.



E, com base nisso, pode-se afirmar: "O Mal já existia no paraíso antes mesmo da criação do homem, mais precisamente no terceiro dia da criação ele surgiu. Logo, é verdade afirmar que Adão e Eva foram os primeiros homens a pecar, mas não que eles foram os responsáveis pela introdução do mal no paraíso, pois o Mal já existia antes mesmo deles terem comido o fruto proibido. Ora, Satanás estava na serpente, logo o Mal já existia e tanto isso é verdade que Deus criou a primeira lei: "... de toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás..." ( Gn 2:16-17 ). Se havia lei era porque já havia o mal (transgressão), pois: "onde não há lei, também não há transgressão..." ( Rm 4:15 ); "pela lei vem o pleno conhecimento do pecado" ( Rm 3:20 ).

Sabe-se, portanto, que o Mal já existia no paraíso antes mesmo de Adão e Eva terem pecado, mas a questão que fundamenta este estudo é: "Como surgiu o Mal?". Necessariamente quando se busca um conhecimento sobre origem do mal, busca-se, também, o conhecimento sobre a origem de seu maior representante: Satanás (Diabo).


Mas  adiante vamos discorrer um aprofundado estudo bíblico a procura de evidências que possam fundamentar toda essa estória de um dia Satanás ter sido Lúcifer, um anjo que queria ser mais poderoso que Deus, e que iniciou uma peleja no Céu, na qual foi derrotado e lançado a Terra e nos tenta até hoje.
Após este estudo descobriremos que tudo isso não passa de uma lenda causada por uma interpretação equivocada dos leitores e estudiosos da bíblia.


OS POVOS MAIS ABENÇOADOS POR DEUS

Na bíblia, mais precisamente no Antigo Testamento, há relatos sobre dezenas de povos que tiveram, direta ou indiretamente, alguma relação com o povo de Israel. Entre eles podemos citar os egípcios, os babilônios, os sidomeses, os de Tiro, os da Assíria, os de Moabe, etc.

Todos esses povos tiveram alguma relação negativa com o povo de Israel e, através de profecias, receberam duras penas de Deus. No livro intitulado Ezequiel encontra-se várias profecias contra alguns desses povos. Por exemplo, em Ez 25 há profecias contra os povos de Amom, Moabe, Edom e Filístia. Em várias outras partes da bíblia, principalmente em Isaias, Jeremias, Ezequiel e Daniel, podem ser encontradas diversas dessas profecias.

Porém, em relação a alguns povos Deus, por intermédio dos profetas, além de anunciar profecias de destruição, anunciou, também, lamentações. Os únicos povos que Deus lamentou destruir foram: Israel, Egito, Tiro e Babilônia.



Qual seria o motivo que levou Deus a lamentar a destruição desses povos? Ora, por uma razão comum: Os reis, ou príncipes, desses povos eram abençoados e amados por Deus. Ora, como pôde Deus amar e abençoar povos como, por exemplo, os egípcios que tanto mal lhe fez, se é que fizeram algum bem?!

Esta indagação só pode ser respondida, com clareza, após uma profunda análise dos relatos bíblicos sobre esses povos e, logo após, vamos associar as conclusões com a equivocada estória sobre a origem de Satanás, que é o objetivo de nossa discussão.

As lamentações a esses povos podem ser encontradas em:
1 ? Lamentações (Livro todo dedicado ao sofrimento do povo de Israel); 
2 ? Ez 27:1-4 (Lamentações à Tiro e seu rei):
"Veio Amim a palavra do SENHOR, dizendo: Tu, pois, ó filho do homem, levanta uma lamentação sobre Tiro; dize a Tiro (...): Assim diz o SENHOR: Ó Tiro, tu dizes: Eu sou perfeita em formosura. No coração dos mares, estão os teus limites; os que te edificaram aperfeiçoaram a tua formosura."

3 ? Jr 51:7-9 (Lamentação à Babilônia e seu rei):
"A Babilônia era um copo de ouro na mão do SENHOR (...). Repentinamente, caiu Babilônia ela, porém, não sarou (...) lamentai por ela, tomai bálsamo para a sua ferida."

4 ? Ez 32:1-2 (Lamentação ao Egito):
"(...) Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, levanta uma lamentação contra faraó, rei do Egito, e dize-lhe: Foste comparado a um filho de leão entre as nações (...)"
Sabe-se, agora, após ler esses trechos, que Deus realmente lamentou destruir esses povos mas, exatamente, o que significa "lamentar"?

Se analisarmos em um dicionário, lamentar é o mesmo que: 1 ? Chorar, gemendo ou gritando; 2 ? Lastimar, deplorar; 3 ? Proferir palavras de tristeza, aflição. 
Logo, Deus estava muito triste ao anunciar os castigos a esses povos, aos quais os amava bastante.

3.1  O POVO DE ISRAEL
Não há dúvidas sobre o grande amor de Deus em relação ao povo de Israel, o "Povo de Deus" (Ex 3:10), principalmente à cidade de Jerusalém, sendo esta, simbolicamente, considerada a "Noiva de Deus" (Is 62:3-5).
Porém a recíproca desse amor não era verdadeira, uma vez que este povo despontava tanto a Deus que Ele, por diversas vezes, o castigou e, arrependendo-se, por conta de Seu grande amor, o perdoou:
"Então, enviou o SENHOR a peste a Israel, desde a manhã até o tempo que determinou; e, de Dã até Berseba, morreram setenta mil homens do povo. Estendendo, pois, o Anjo do SENHOR a mão sobre Jerusalém, para a destruir, arrependeu-se o SENHOR do mal e disse ao Anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, retira a mão..." (2 Sm 24:15-16)

"...Assim diz o SENHOR, Deus de Israel...: Se permaneceres nesta terra, então, vos edificarei e não vos derribarei; porque estou arrependido do mal que vos tenho feito." (Jr 42:9-11).

Talvez o período de domínio da Babilônia sobre Israel tenha sido o maior castigo de Deus para com o seu povo:
"...Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Visto que não escutastes as minhas palavras, eis que mandarei buscar todas as tribos do Norte, diz o SENHOR, como também a Nabucodonossor, rei da Babilônia, meu servo, e os trarei contra esta terra, contra os seus moradores e contra todas as nações em redor, e os destruirei totalmente... toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; todas estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos" (Jr 25:8,9,11).

Era com grande tristeza que Ele o castigava:
"Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? ? Diz o SENHOR; não desejo eu, antes, que ele se converta e viva?... Não tenho prazer na morte de ninguém, diz o SENHOR Deus. Portanto, convertei-vos e vivei." (Ez 18:23,32). 

Tamanha era essa tristeza que há um livro todo focado em prantear o castigo sofrido pelo povo de Israel durante o domínio babilônico. Este livro é intitulado Lamentações.
Logo, não há dúvidas do motivo de Deus lamentar o castigo dado a Israel era porque o amava muito, tanto que o escolheu como Seu povo.


3.2  O POVO DO EGITO 
Antes de iniciarmos uma análise sobre a relação que Deus tinha com o Egito, é preciso que se reflita sobre a seguinte indagação: "Se Deus, em Suas próprias palavras, ao descrever o Brasil, simbolicamente, o comparasse a maior, mais bela e formosa árvore do éden e que nenhuma outra árvore a ela se assemelhava. Que conclusões poderíamos tirar disso? Ora, que o Brasil seria um lugar abençoado por Deus e Ele muito o quer bem. Correto?

Pois você sabia, leitor, que foi exatamente essa comparação que Deus fez, por intermédio do profeta Ezequiel, ao descrever o Egito? 
"(...) Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, dize a faraó, rei do Egito, e a multidão do seu povo: A quem és semelhante na tua grandeza?
(...) Se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo, e se multiplicaram os seus ramos (...) por causa das muitas águas durante o seu crescimento.
Os cedros no jardim de Deus não lhe eram rivais (...), nenhuma árvore do jardim de Deus se assemelhava a ele na sua formosura. (...) Todas as árvores do éden, que estavam no jardim de Deus, tiveram inveja dele." ( Ez 31:1-2;5;8-9 )

Quem proporcionou ao Egito ser merecedor de tais adjetivos? Ora, o próprio Deus assim o fez:
"Formoso o fiz na multidão de seus ramos; todas as árvores do Éden, que estavam no Jardim de Deus, tiveram inveja dele..." (Ez 31:9). 
Mas, apesar de todas as bênçãos recebidas, os egípcios não as reconheceram como sendo oriundas de Deus. Antes acreditavam ser Faraó um deus:
"A terra do Egito se tornará em desolação e deserto; e saberão que eu sou o SENHOR. Visto que disseste: o rio é meu, e eu o fiz, eis que estou contra ti e contra os teus rios." (Ez 29:9-10). 

Por esta razão Deus decidiu entregar o Egito nas mãos de Nabucodonossor, rei da Babilônia, assim como fez a Israel:
"(...) Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu darei a Nabucodonossor, rei da Babilônia, a terra do Egito (...)" (Ez 29:19) 
"Assim diz o SENHOR Deus: Eu, pois, farei cessar a pompa do Egito, por intermédio de Naucodonossor, rei da Babilônia." (Ez 30:10)
É, portanto, por Deus ter abençoado a Faraó e este não ter reconhecido que seu poder vinha de Deus, ao contrário, ele achava que era um deus, que Ele lamentou profundamente ter que destruí-lo:
"Filho do homem, levanta uma lamentação contra Faraó, rei do Egito, e dize-lhe: ...Quando eu te extinguir, cobrirei os céus e farei enegrecer as suas estrelas; encobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não resplandecerá a sua luz. Por tua causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o teu país, diz o SENHOR Deus." (Ez 32: 2,7-8).



3.3  O POVO DE TIRO
Tiro era uma cidade muito próspera no comércio marítimo e, por causa disso, exercia grande influência sobre diversos povos, sendo considerada a "Feira das Nações" (Is 23:3), ou seja, a fonte de abastecimento dos povos. Tiro era também chamada de "a Grande Distribuidora de Coroas" (Is 23:8), caracterizando a grande riqueza que possuía.


Em Ez 27 acha-se uma lista dos povos aos quais Tiro exercia grande influência comercial. Povos como: Basã, Egito, Sidom, Persas, Társis, Síria, Judá, Israel, Arábia, Sabã, entre outros. Em troca das mercadorias oriundas da cidade Tiro os povos davam: Prata, bronze, escravos, madeira de Ébano, esmeraldas, linho puro, trigo, azeite, cordeiros, bodes, carneiros, ouro, aromas finos, navios e, inclusive, povos como os Persas ofereciam seus soldados para lutarem em nome de Tiro:

"Os Persas (...) se acharam em teu exército e eram teus homens de guerra; escudos e capacetes penduraram em ti; manifestaram a tua glória." (Ez 27:10)

Como pudemos observar, a cidade de Tiro era muito rica, próspera e, sobretudo, poderosa. Todo esse poder foi conseguido graças ao seu rei, que vamos conhecer a seguir.

3.3.1  O REI DE TIRO
Era um dos homens mais sábios da época, segundo as próprias palavras de Deus:
"Sim, és mais sábio que Daniel, não há segredo algum que possa esconder de ti; pela tua sabedoria e pelo teu entendimento, alcançaste o teu poder e adquiriste ouro e prata nos teus tesouros..." (Ez 28:3-4). 

Sendo, como pudemos verificar, mais sábio que Daniel, um dos grandes profetas de Deus. Logo, pode-se dizer que o rei de Tiro era uma pessoa abençoada por Deus, uma vez que só Deus dá a sabedoria e o poder:

"Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes." (Dn 2:20-21). 

A todos aqueles que Deus dá a sabedoria, esta lhe proporciona sorte de bens e tesouros, como aconteceu com o rei de Tiro:
"Eu, a sabedoria, (...) ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo, para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros." (Pv 8:12;20-21)

Porém os estrondosos aumentos de riquezas e de poder fizeram com que o rei de Tiro ganhasse tanta estima, de diversos povos, que ele começou a achar que era o próprio Deus:
"...Dize ao príncipe de Tiro: Assim o diz o SENHOR Deus: Visto que se eleva o teu coração,e dizes: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no coração dos mares, e não passas de homem e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus..." (Ez 28:2). 

Por causa disso, Deus decidiu entregar a cidade de Tiro nas mãos da Babilônia:
"...Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu trarei contra Tiro a Nabucodonossor, rei da Babilônia..." (Is 23:13,15).

3.4  O POVO DA BABILÔNIA
A Babilônia, no reinado de Nabucodonossor, era o povo mais forte, rico e poderoso da época. Se você, leitor, percebeu, todos os outros três povos, analisados por nós, foram submetidos ao poder da Babilônia.
Para se entender melhor o motivo de Deus ter dado tanto poder à Babilônia é necessário que se estude, e entenda, a relação entre Nabucodonossor e Deus. 



3.4.1  O REI DA BABILÔNIA
Não existiu um rei, não-judeu, tão abençoado por Deus quanto o rei Nabucodonossor, e isso pode ser claramente observado na forma como o próprio Deus se referia a ele:
"O rei dos reis" (Ez 26:7);"Meu servo" (Jr 27:6 e Jr 43:10).

Nabucodonossor foi um rei que conquistou grande poder graças a sua fidelidade a Deus, pois Deus abençoa os justos, como assim o fez a Nabucodonossor:
"Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, com meu grande poder e com meu braço estendido, e os dou àquele a quem for justo. Agora, eu entregarei todas estas terras ao poder de Nabucodonossor, rei da Babilônia, meu servo; e também lhe dei os animais do campo para que o sirvam..." (Jr 27:5-6).
Por ter sido considerado, por Deus, uma pessoa justa é que Nabucodonossor teve a honra de receber aqueles dois adjetivos da própria boca de Deus.

O rei Nabucodonossor era fiel a Deus, ao qual O reconhecia como "O Deus dos deuses" e "O senhor dos reis" (Dn 2:46-47) e bendizia o Seu nome:
"(...) Eu, Nabucodonossor, levantei os olhos ao céu (...) e bendisse o Altíssimo (..), louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu, porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos, justos (...)" ( Dn 4:34,37 )

Deus abençoava tanto a Nabucodonossor que, durante o cativeiro, ordenou que o Seu povo prestasse obediência ao rei da Babilônia, punindo com a morte quem assim o não fizesse (Jr 27:11-14). Portanto, não há dúvidas que a Babilônia era uma grande nação abençoada por Deus por causa de seu rei.

O reflexo do caráter e obediência de Nabucodonossor pode ser visto no poder e nas glórias alcançadas pela Babilônia:
"Fortalecerei os braços do rei da Babilônia e lhe porei na mão a minha espada (...)" (Ez 30:24)
"Saberão que eu sou o SENHOR, quando eu puser a minha espada nas mãos do rei da Babilônia..." (Ez 30:25);
"A Babilônia era um copo de ouro na mão do SENHOR..." (Jr 51:7);
"Tu, Babilônia, eras o meu martelo e minhas armas de guerra; por meio de ti destruireis..." (Jr 51:20).



Porém uma coisa é certa, e esta é uma reflexão minha, o poder e a riqueza são os elementos que mais tentam o coração dos justos à desobediência aos preceitos de Deus, levando o homem à loucura. Foi exatamente isso o que aconteceu a Nabucodonossor. Depois de tanto poder e riqueza ele começou a se desviar dos caminhos de Deus; a gota d'água foi quando ele fez uma imagem de ouro de outro deus, e obrigou que todos a adorassem:
"O rei Nabucodonossor fez uma imagem de ouro... Levantou-a no campo de Dura, na província da Babilônia... Qualquer que não se prostrar e não adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente." (Dn 3:1,6)
Neste momento Deus perdoa Israel e arrepende-se do mal que lhe fez: 
"...Assim diz o SENHOR, Deus de Israel...: Se permaneceres nesta terra, então, vos edificarei e não vos derribarei; porque estou arrependido do mal que vos tenho feito." (Jr 42:9-11).

Deus, então, anuncia a destruição da Babilônia:
"Eis agora vem uma tropa de homens, cavaleiros de dois a dois. Então, ergueu ele a voz disse: Caiu, caiu Babilônia; e todas as imagens de escultura dos seus deuses jazem despedaçadas por terra." (Is 21:9-10) 
"Ponde-vos em ordem de batalha em redor contra a Babilônia, todos vós que manejais o arco; atirai-lhe, não poupeis as flechas; porque ela pecou contra o SENHOR... Portanto, assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que castigarei o rei da Babilônia e a sua terra..." (Jr 50:14,18)



Porém, Deus lamentou profundamente ter que fazer isso:
"A Babilônia era um copo de ouro na mão do SENHOR, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso, enlouqueceram. Repentinamente, caiu Babilônia e ficou arruinada; lamentai por ela, tomai bálsamo para a sua ferida; porventura sarará. Queríamos curar Babilônia, ela, porém, não sarou; deixai-a, e cada um vá para a sua terra; porque o seu juízo chega até ao céu e se eleva até as mais altas nuvens." (Jr 51:7-9)
"Tu Babilônia, eras o meu martelo e minhas armas de guerra; por meio de ti, despedacei nações e destruireis; por meio de ti despedacei o homem e a mulher, despedacei o velho e o moço, despedacei o jovem e a virgem; por meio de ti, despedacei o pastor e seu rebanho, despedacei o lavrador e sua junta de bois, despedacei governadores e vice-reis." (Jr 51: 20-23)



Então, por meio de um sonho, Deus anuncia a Nabucodonossor a sua queda e destruição do reino:
"Eu, Nabucodonossor, estava tranqüilo em minha casa e feliz no meu palácio. Tive um sonho que me espantou; e, quando estava no meu leito, os pensamentos e as visões da minha cabeça me turbaram.
Eram assim as visões da minha cabeça (...): Eu estava olhando e vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era grande; crescia a árvore e se tornava forte, de maneira que sua altura chegava até ao céu; e era vista até os confins da terra. A sua folhagem era formosa, e o seu fruto, abundante, e havia nela sustento para todos (...) No meu sonho (...) vi um vigilante, um santo, que descia do céu, clamando fortemente e dizendo: Derribai a árvore, cortai-lhe os ramos, derriçai-lhe as folhas, espalhai o seu fruto; afugentem os animais de debaixo dela e as aves, dos seus ramos.
A árvore que viste, que cresceu e se tornou forte, cuja altura chegou até ao céu, e que foi vista por toda a terra (...)
És tu, ó rei, que cresceste e vieste a ser forte; a tua grandeza cresceu e chega até ao céu, e o teu domínio, até a extremidade da terra.
Esta é a interpretação, ó rei, este é o decreto do Altíssimo, que virá contra o rei, meu senhor: Serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e dar-te-ão a comer ervas como aos bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer." (Dn 4:4-5, 10-14, 20, 22, 24-25)

Em Dn 4:33-34, 37 encontra-se, em detalhes, como aconteceu a queda de Nabucodonossor. Analisando-se esse trecho percebe-se que Nabucodonossor foi humilhado por Deus mas, apesar de toda a desgraça que lhe foi imposta, ele arrependeu-se de tudo o que tinha feito de mal aos olhos do SENHOR e O glorificou:

"No mesmo instante, se cumpriu a palavra sobre Nabucodonossor, e foi expulso de entre os homens e passou a comer ervas como os bois, o seu corpo foi molhado com o orvalho do céu, até que lhe cresceram os cabelos como as penas da águia, e as suas unhas, como as das aves. Mas, no fim daqueles dias,eu, Nabucodonossor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.
Agora, pois, eu, Nabucodonossor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu, porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos, justos, e pode humilhar aos que andam na soberba." (Dn 4:33-34, 37)

Com isso terminamos nossa análise sobre os povos mais abençoados por Deus e, partindo desse conhecimento, vamos descobrir quão equivocada é a interpretação bíblica que os grandes estudiosos fazem sobre a origem de Satanás, maquiando-o como tendo sido um Anjo de Deus.

4  OS SUPOSTOS FUNDAMENTOS PARA A ORIGEM DE SATANÁS
Como já foi dito, no início dessa discussão, os supostos fundamentos para sustentar a teoria de que Satanás era um anjo, chamado Lúcifer, são encontrados em três livros bíblicos, aos quais vamos analisar agora:


4.1  EZEQUIEL, CAPÍTULO 28 E VERSOS DE 13 A 17
"Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados
Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti.

Na multiplicação do teu comércio, se encheu teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lancei, profanado, fora do monte santo de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras.

Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem."

Acredita-se que esse trecho seja sobre a origem de Satanás porque se pode encontrar fortes evidências, como as que estão destacadas em negrito no texto.



A bíblia é um poderoso instrumento que deve ser utilizado para o estudo, e não apenas para uma leitura solta e vazia; estudar a bíblia, acredito, é analisá-la cuidadosamente, sem pressa, observando todo o contexto histórico de cada verso e ligando os fatos ocorridos ao motivo de tais palavras terem sido escritas.

É por falta dessa análise contextual que muitas pessoas se convencem ser esse trecho direcionado à figura de Satanás. A partir de agora vai ser exigida a compreensão de toda a análise histórica feita no capítulo anterior.

Este trecho, na verdade, corresponde a um trecho de uma lamentação que Deus levanta ao rei de Tiro; não é difícil constatar isso, basta ler os dois versos anteriores:
"Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura..." (Ez 28:11-12).

Reflita agora leitor e me responda: "Quem é, segundo as próprias palavras de Deus, nesse contexto, o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura? Satanás?".

Torna-se difícil, e ilógico, acreditar que todos esses adjetivos sejam destinados ao rei de Tiro. Mas, só para quem deixou passar, desapercebidamente, todo o contexto histórico que circunda o motivo de tais palavras terem sido proferidas, ou seja, todo o relato desse trecho é direcionado ao rei de Tiro pelos motivos aos quais debatemos quando analisamos a história, bíblica, da cidade de Tiro.
Quando Deus diz: "Tu eras querubim" e "Estavas no Éden jardim de Deus", é evidente que há aqui o mesmo recurso de comparação simbólica utilizada por Ele para descrever o Egito. 

Da mesma forma, como vimos, que Deus compara Faraó e o Egito a mais bela e formosa árvore do Éden, mais bela inclusive que a árvore da Vida, Ele compara simbolicamente o rei de Tiro ao mais sábio e formoso querubim do Éden.

Veja, agora, como o restante da análise do texto se encaixa com harmonia:
1- Quando Deus diz: "Perfeito eras nos teus caminhos", fica claro que é sobre o motivo pelo qual Deus concedeu tanto poder e riqueza ao rei de Tiro, pois toda e qualquer autoridade, como de um rei por exemplo, provém de Deus:
"... porque não há autoridade que não proceda de Deus; as autoridades foram por Ele instituídas..." (Rm 13:1).

E essa autoridade Deus concede aos que forem justos aos Seus olhos:
"Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, com meu grande poder e com meu braço estendido, e os dou àquele a quem for justo..." (Jr 27:5).

2- Quando Deus diz: "Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura", é evidente que sobre a loucura do rei de Tiro em acreditar que era o próprio Deus:

"...Dize ao príncipe de Tiro: Assim o diz o SENHOR Deus: Visto que se eleva o teu coração,e dizes: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento..." (Ez 28:2 ).

Logo, o querubim, o anjo da guarda ungido, ao qual esse trecho, em análise, se refere é, na verdade, o rei de Tiro e não Satanás. Não há sentido em se afirmar que esse trecho está se referindo à figura de Satanás, porque não há fundamentação alguma, não há contexto histórico algum, em toda a bíblia, que possa ser usado como ponte para essa afirmação, ou seja, com base em que se pode dizer que esse querubim é Satanás? De onde vem a fundamentação?


 
O substantivo Lúcifer ocorre seis vezes na Vulgata, versão latina da Bíblia, e uma vez em algumas Traduções da Bíblia em língua portuguesa. Lúcifer se refere literalmente à "Estrela da Manhã" ou "Estrela D'Alva", à "luz da manhã", e à "aurora" e ao "rei da Babilônia", ao sumo sacerdote Simão, filho de Onias, à Glória de Deus, ou a Jesus Cristo. Jesus Cristo, no livro de apocalipse (22:16) se auto denomina "resplandescente estrela da manhã", o que é diferenciado quando o termo é usado separadamente "estrela da manhã" como "poder" sobre "nações". (Apocalipse 2:28 e 26) (Isaías 14:12)

Por exemplo, Tradução Brasileira da Bíblia:
E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. ” — 2 Pedro 1:19 Tradução Almeida Fiel,

Este mesmo trecho em latim, na Vulgata é:
et habemus firmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernae lucenti in caliginoso loco donec dies inlucescat et lucifer oriatur in cordibus vestris ” — 2 Pedro 1:19,

como pedro ele deseja que lúcifer cresça nos corações dos crentes?


É por esta razão que é possível encontrar pessoas com nome "Lúcifer" entre os primeiros cristãos, sendo o exemplo mais famoso São Lúcifer, bispo de Sardenha, onde existe a única igreja à São Lúcifer conhecida.




4.2  APOCALIPSE, CAPÍTULO 12 E VERSOS DO 7 AO 9
"Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos;

Todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu lugar deles.
E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor do mundo, sim, foi atirado para a terra e, com ele, os seus anjos..."

Para os que acreditam na estória de Satanás ter sido Lúcifer, esse trecho complementa o trecho analisado no sub-capítulo anterior, ou seja, depois que Deus descobriu a iniquidade no coração de Satanás teria acontecido essa peleja, acima descrita, para expulsa-lo do céu. Logo, o que fundamenta esse trecho são exatamente as conclusões infundadas que tiram do trecho do sub-capítulo anterior. Nada mais ilógico! 

Mais uma vez é feita uma análise de um trecho bíblico sem a atenção necessária à análise do contexto ao qual, verdadeiramente, o fundamenta. 

O ponto a ser considerado, neste caso, é: Sim, esteja peleja é no céu e contra Satanás; porém, ela ainda não aconteceu. Ora, Apocalipse é um livro profético, ou seja, um livro de profecias que, segundo qualquer dicionário, significa: 
"Predição feita por um profeta."
E profeta significa:
"Indivíduo que prediz o futuro".

Há algum cabimento o fato de um profeta fazer profecias de coisas já ocorridas? O próprio apóstolo João, escritor do Apocalipse, diz o propósito do livro:
"...Mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer..." (Ap 1:1)
Logo, serão relatadas coisas que ainda irão acontecer e não fatos já ocorridos. Não há sentido em se profetizar o passado; neste caso, o termo mais adequado seria "relembrar" ou "rever" e não "profetizar".

Se essa peleja realmente aconteceu no princípio, por que absolutamente nada é relatado em Gêneses? Principalmente quando a serpente, Satanás, faz o homem transgredir no paraíso? Nenhum indício de peleja alguma, nada!



A peleja descrita acontecerá quando houver se cumprido a profecia sobre a Mulher e o Dragão (Ap 12:1-6). Em resumo, o que realmente acontecerá, segundo a bíblia é (nesta análise não houve qualquer preocupação em se discutir o significado da simbologia acerca da mulher, apenas relatar o fato):

"A mulher está grávida e aponto de lar a luz; porém, o dragão quer devorar o filho dela (que é Jesus). No entanto, ao nascer, o filho da mulher é arrebatado para o céu. Como o objetivo do dragão é matá-lo, ele sobe ao céu para tentar concretizar esse objetivo e lá, aí sim, ocorrerá essa peleja."
Tanto isso é verdade que, quando o dragão é expulso do céu ele volta para perseguir a mulher. Logo, para que haja tal peleja, é preciso que se concretize a profecia a respeito da mulher grávida, ou seja, é preciso que exista essa mulher grávida.

Segundo a teoria, a rebelião de Lúcifer aconteceu no céu ainda antes da Criação, ou seja, antes mesmo que Deus tivesse criado o homem, o mar, os animais, enfim, todas as coisas. Porém, indago, em tom de desafio, a todo e qualquer estudioso da Palavra de Deus, a me provar, biblicamente, a existência de qualquer forma de vida antes de Deus ter iniciado Sua obra de criação!



" No princípio, criou Deus os céus e a terra." 
( Gêneses 1:1 )
Este é o primeiro verso da Bíblia, este é o verso que atesta o princípio de todas as coisas, a criação dos céus e da terra e tudo o que neles há.

A verdade só existe quando se manifesta em sua total plenitude, ou seja, ou a verdade é 100% ou ela não é verdade. 99% de verdade torna-a uma mentira, uma falsa verdade. É exatamente essa falsa verdade, que eu prefiro chamar de mentira, que é pregada quando se induz as pessoas a acreditarem nesse tempo e espaço da suposta peleja entre Lúcifer e os habitantes do céu.
Há uma grande desarmonia com a Palavra de Deus ( Bíblia ), no que diz respeito ao tempo em que ocorreu esta peleja: Antes da Criação.

Ora, como é que um estratagema tão tolo se passa por Verdade durante tanto tempo? Como é que pôde, leitores em sã consciência, acontecer uma peleja no céu se os céus ainda nem tinham sido criados?!

Logo, acreditar que essa peleja representa a expulsão, no céu, de Satanás, quando este ainda era chamado de Lúcifer, e seus anjos, é acreditar numa suposta desarmonia (contradição) bíblica, na qual uma hora se afirma, em Gêneses, que Deus criou o universo e tudo o que nele há e outra hora se afirma, em Apocalipse, que já havia vida, tempo e espaço antes mesmo da criação dos céus e da terra. Acreditar nessa desarmonia é acreditar que a Bíblia não é a fonte da Verdade, é acreditar que ela não é fonte de inspiração divina.



Outra grande desarmonia encontrasse no aspecto do local ao qual ocorreu esta peleja: Iniciou-se no Céu e culminou com Lúcifer sendo lançado à Terra. Mais uma vez indago: Como Lúcifer conseguiu rebelar-se e iniciar uma peleja no céu, se ainda não havia céu? Como conseguiram expulsa-lo de um céu, que ainda não existia, e atira-lo a Terra, quando esta, também, ainda não havia sido criada? Estamos diante, talvez, da maior farsa da história, sob o aspecto religioso.

Finalmente, com base em que se pode afirmar que essa peleja aconteceu antes do princípio dos tempos? Qual ponte, em argumentos fundamentados, há entre esta peleja e Satanás ter sido um querubim de Deus? O único indício de quem era Satanás, no princípio dos tempos, é o de que ele era "A antiga serpente" (Ap 12:9) e não um querubim.

É incrível como toda essa estória, a respeito dessa peleja, pregada por aí, consiga passar-se por verdadeira sendo apoiada em estratagemas tão tolos, como o de se afirmar que é possível profetizar-se o passado e de que havia um universo paralelo antes da criação. Todo embasamento para ser justificado deve encontrar harmonia com os escritos bíblicos; se não for necessária essa harmonia, é melhor pararmos a discussão por aqui.



4.3  ISAÍAS, CAPÍTULO 14:12 AO 14
"Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitava as nações!
Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte;
Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo..."

Este trecho, verdadeiramente, não tem relação alguma com a possível origem de Satanás por dois motivos: Um de simples verificação e outro de profunda análise.

Fazendo uma simples verificação do contexto, observa-se que se trata de um trecho dirigido ao rei da Babilônia. Não precisa esforçar-se muito para chegar a essa conclusão, basta ler os versos 4 e 22 deste mesmo capítulo:
"...então proferirás este motejo contra o rei da Babilônia..." (Is 14:4)
"Levantar-me-ei contra eles, diz o SENHOR dos Exércitos; exterminarei de Babilônia o nome e os sobreviventes, os descendentes e a posteridade, diz o SENHOR." (Is 14:22)

Logo, com isso, percebe-se que o capítulo 14 de Isaías  do verso 1 ao 23, trata-se de uma profecia sobre a queda do maior reino da terra, na época: O reino da Babilônia.

Fazendo, por outro lado, uma análise profunda de todo o contexto histórico, análise essa discutida quando analisamos a história de Nabucodonossor, observamos o seguinte:

No verso 12, os adjetivos "estrela da manhã" ( em traduções antigas: Lúcifer. Eis aí o motivo de toda a confusão ) e "filho da alva" são direcionados ao rei Nabucodonossor, da mesma forma que Deus assim o fez quanto aos reis do Egito e de Tiro. Quando é dito: "Como caíste do céu (...) tu que debilitava as nações", há um reforço de que estas palavras são direcionadas a Nabucodonossor, pois, me diga leitor, qual foi o rei cuja grandeza e o poder chegavam até ao céu e o domínio até a extremidade da terra? Se você não lembra, retorne ao subtítulo 3.4 e descubra a resposta, mas já vou adiantando que não foi Satanás;

Os versos 13 e 14 tratam sobre a loucura de Nabucodonossor, por conta do grande crescimento de seu poder e, por causa de sua exaltação própria, pois ele tinha poder sobre a vida e a morte de qualquer indivíduo, como pode se verificar nas palavras do profeta Daniel:
"(...) Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonossor (...) o reino e grandeza, glória e majestade. Por causa da grandeza que lhe deu, povos, nações e homens de todas as línguas tremiam diante dele; matava a quem queria e a quem queria deixava com vida; a quem queria exaltava e a quem queria abatia. Quando, porém, o seu coração se elevou, e o seu espírito se tornou soberbo e arrogante, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória." (Dn5:18-20)

Faça agora, leitor, uma análise em todo o Antigo Testamento e você verá que, como foi dito anteriormente, não houve um rei não-judeu mais poderoso, e abençoado por Deus, que Nabucodonossor, e é por causa de sua traição contra Deus que a Babilônia é um dos povos mais citados e odiados em toda a Bíblia.

Portanto, o Lúcifer ao qual se refere à bíblia, em traduções mais antigas, nada mais é que o rei Nabucodonossor. Que Satanás possa ter exercido alguma influência sobre ele é uma hipótese até aceitável, mas chegar-se ao cúmulo de dizer que esta profecia de Isaías  sobre a queda da Babilônia, corresponde à expulsão de Satanás do paraíso é de uma malignidade sem tamanho, pois não há qualquer embasamento bíblico para justificá-la. Entretanto, há uma resposta de Jesus Cristo àqueles que estudam a Palavra, mas encobrem a verdade:
"Ai de vós, intérpretes da Lei! Porque tomaste a chave da ciência; contudo, vós mesmos não entrastes e impedistes os que estavam entrando." (Lc 11:52).





5  CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ora, se Satanás não foi Lúcifer: "O anjo de luz", "a estrela da manhã", "o filho da alva". Se toda essa estória não tem fundamento, qual seria, então, a verdadeira origem de Satanás? Quando isso aconteceu?

A verdade é que a bíblia não faz referência a tal assunto; a referência mais antiga sobre Satanás é a que diz ter sido ele a "antiga serpente do Éden" (Ap 20:2), e só! Nada sobre a sua origem.
Mas de uma coisa esteja certo, leitor, ele foi criado por Deus na mesma semana que o homem assim o foi, ou seja, a origem de Satanás é mais antiga que a do homem em, no máximo, 5 dias, pois Deus criou o universo, e tudo o que nele há, em 6 dias e no 7º dia descansou e nada fez. Portanto, toda a estória de que houve um "Universo de Deus" onde Satanás (Lúcifer) vivia em perfeita harmonia com Ele e etc., como é pregada por aí e é descrita em vários livros como, por exemplo, no livro intitulado "Patriarcas e Profetas", não passa de mais uma estória que saiu da mente fantasiosa de seu autor, uma vez que não há a mínima fundamentação bíblica que demonstre isso.

Todas as pessoas que acreditam nisso estão sendo, na verdade, incoerentes com a bíblia e com as próprias palavras de Jesus e do apóstolo João sobre quem realmente foi e é Satanás:
"(...) Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade..." (Jo 8:44 )
"(...) O Diabo vive pecando desde o princípio..." (1Jo 3:8 )
Logo, com base nos trechos acima, temos a certeza de que Satanás nunca foi bom, perfeito e amigo de Deus, como alguns dizem por aí.

Acredito que o motivo da disseminação de toda essa estória, de universo paralelo e anjo decaído, é o de mascarar a verdade de que o próprio Deus é o criador do Mal
As pessoas mentem ao tentar caracterizar Deus apenas como o criador do bem e que o mal jamais procedeu e jamais procederá Dele. Para tentar justificar isso criaram toda essa estória, afim de que a origem do mal fosse proveniente de Satanás, e não de Deus. Criando essa estória, afirmam: "De Deus procede o Bem. Quando Ele criou Lúcifer eis que este era bom e sábio. Portanto, coube a Lúcifer a origem do Mal, e não a Deus, pois o mal não procede de Deus..."

Com qual propósito criaram essa mentira? Na verdade, com essa estória tentam tirar um poder de Deus e dá-lo a Satanás. Assim sendo, Deus é o criador de tudo o que é Bom e Satanás o criador de tudo o que é Mau; logo, temos, na verdade, dois criadores e não apenas um. É nisso que você acredita, leitor?

Verdadeiramente, só existe um criador de TODAS as coisas e ele é Deus. Foi Ele quem criou o bem e foi Ele, também, quem criou o mal e as trevas. Deus criou Satanás do jeito que ele é e sempre foi, sem essa fantasia de anjo do bem.

Alguns devem estar pensando que eu estou louco ao afirmar que Deus é, também, o Pai criador do mal e das trevas. Entretanto, não pensem que sou tão inteligente assim, não me dêem este crédito todo, pois ele não saiu de minha cabeça, mas da bíblia, a "inegável fonte da verdadeira verdade":
"Eu sou o SENHOR, e não há outro (...). Para que se saiba, até ao nascer do sol e até o poente, que além de mim não há outro; eu sou o SENHOR e não há outro. Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas." (Is 45:5-7) 

Acredito, entretanto, que a origem de Satanás tenha ocorrido no terceiro dia da criação, ou seja, no dia da criação da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, pois é neste momento que o mal é criado e, acredito também, seu maior representante, pois acho pouco provável ter havido o mal sem que houvesse Satanás, uma vez que ele é o mal propriamente dito. Ele é a criação e não o criador, ou seja, ele é o mal e não o criador do mal. 
O criador é único: Deus.


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